Refúgio da vida selvagem nacional do Ártico
A indústria petrolífera quer expandir suas
operações para vasta extensão do Ártico silvestre
- incluindo o Arctic National Wildlife Refuge (Refúgio da vida selvagem
nacional do Ártico) - que trará consequencias devastadoras
para o habitat frágil da região.
Por décadas a indústria
petrolífera tem confinadas suas atividades no Alaska ao North Slope
e Prudhoe Bay. No precesso, ela tornou o ecossistema original de
tundra em uma expansiva zona industrial com 1.500 milhas de estradas e
oleodutos, 1.400 poços de produção, 3 aeroportos,
17 plantas de tratamento de lixo industrial e centenas de gigantes poços
de despojos.
Agora, os dois titãs
da produção em North Slope, BP Amoco e ARCO, têm em
vista a "selva" a sua volta para exploração. O Departamento
Interior já aprovou a exploração na reserva do Alaska,
habitat selvagem a oeste de Prudhoe Bay. O governo também promoveu
um plano de apoio ao BP Amoco que liberará 10 milhões de
acres de Beaufort Sea. Se aprovado, a expansão traria operações
petrolíferas - e derramamento de óleo - às portas
do Refúgio da vida selvagem nacional do Ártico, onde os gigantes
do petróleo fazem lobby para explorar. A descoberta de petróleo
em Beaufort Sea põe enorme pressão no governo para permitir
oleodutos, estradas e tanques de estoque, além de portos de petróleo
dentro do refúgio.
O plano costal do Refúgio
da vida selvagem nacional do Ártico, chamado de "Serenguety amricano"
por sua similaridade com o rico plano selvagem africano, é
o principal espaço de nascimento e desenvolvimento selvagem do Ártico,
incluindo ursos polares, ursos marrons, lobos, raposas, águias douradas,
corujas da neve e uma herança migratória de 180 mil veados.
Por duas vezes na década
passada, membros do NRDC (National Resource Defence Council - Conselho
Nacional de Defesa das Riquezas Naturais) e outros biólogos tiveram
sucesso em acabar com uma legislação que permitiria a exploração
dentro do Refúgio. Mais de 160 membros do Congresso apoiaram uma
lei que conferia proteção ao plano costal do Refúgio,
mas a delegação pró-petróleo impediu até
mesmo uma audiência sobre a lei.
Biólogos estão
tomando outro percurso: passar pelo Congresso e pedir ao presidente Clinton
que declare o plano costal do refúgio um patrimônio nacional.
Com um risco de sua caneta, ele pode assegurar seu legado ambiental por
banir redes de petróleo para sempre.
Preocupação quanto ao futuro do Refúgio da vida selvagem
nacional do Ártico tem crescido desde que BP Amoco e ARCO anunciaram
no ano passado seus planos de fusão. Quaisquer sejam seus méritos,
claramente não é uma boa notícia para a vida silvestre
do Ártico. O Grupo de Pesquisa de Interesse Público recentemente
anunciou que o BP Amoco foi responsável por 104 derramamentos de
óleo no Ártico entre Janeiro de 1997 e Março de 1998,
e a companhia foi considerada culpada de acusações de crime
federal por descarregar ilegalmente lixo tóxico em campos do Ártico,
resultando em penas cicis e criminais de 22 milhões de dólares.
BP Amoco tem pobre registro quanto às ações no Ártico,
em contraste com um elogiável cometimento para com a redução
do aquecimento global.
Quanto à ARCO,
seus poços de lixo tóxico em Prudhoe Bay estavam vazando
há anos nas terras úmidas de tundra e no habitat silvestret
até que o NRDC forçou a companhia, por meio de processo,
a limpar sua poluição e pagar multa de 1 milhão de
dólares. "O prospecto de estas duas companhias se unindo e pondo
suas mãos no refúgio deveriam assustar qualquer americano."
diz o advogado da NRDC, Chuck Clusen. "Temos esperança de que o
presidente irá ouvir ao povo americano, que muito quer preservar
este canto do Ártico selvagem e livre para sempre."
