Queimaduras, envelhecimento precoce e diversos tipos de câncer são alguns dos efeitos em nossa pele de uma exposição irresponsável aos raios ultravioleta.

        Muitos de nós ainda não levamos isso muito sério: um bom bronzeado pode ser nefasto. A exposição irresponsável à radiação solar pode ter efeitos muito negativos em nossa saúde. E desde que a camada de ozônio está ficando cada vez menor, os riscos são ainda maiores. 
           O aumento da incidência de alterações no sistema imunológico, a pele e os olhos são alguns dos efeitos diretos da
deterioração da camada ozônio. 
          Tem sido demonstrado tanto em animais quanto em seres humanos que as radiações Uv induzem à imunodepressão, ou
seja, uma maior suscetibilidade às doenças infecciosas. Um efeito bastante conhecido é o câncer de pele.
           A esta altura, está bem estabelecida cientificamente a associação entre a exposição à radiação ultravioleta e o câncer tipo melanoma e não-melanoma da pele. 
           Ainda que a incidência destes tipos de câncer tenda a aumentar, seus níveis de mortalidade registram uma tendência à diminuição em virtude dos novos métodos de detecção precoce e de tratamento. 
        Por outro lado se observa um aumento do risco de desenvolver alguns tipos de catarata. Apesar de seus efeitos negativos, a radiação ultravioleta tem um importante papel na conversão da substância 7-dehidrocolesterol na vitamina D3. 
        A vitamina D é um importante nutriente do organismo e sua ausência pode causar diversas doenças, principalmente em crianças.
        Outros efeitos positivos relacionados com a exposição à radiação ultravioleta são uma melhor tolerância do organismo a substâncias tóxicas e a queda na pressão sangüínea. Sob condições normais, a pele humana sofre mudanças para adaptar-se a uma maior exposição à radiação ultravioleta e, portanto, diminuir
seus efeitos agudos e crônicos. 
           Estas transformações são influenciadas por fatores genéticos e são mais eficientes quando estão acompanhadas por outras mudanças de comportamento, como evitar a exposição ao sol do meio-dia e o uso de roupas, guarda-chuvas e óculos escuros. 
           Na América Latina, algumas áreas são mais suscetíveis aos raios ultravioleta, como é o caso do altiplano boliviano, onde vários fatores se somam para fazer com que ali se dê uma alta irradiação. Mesmo assim, as pesquisas feitas até agora não têm demonstrado um aumento importante do câncer de pele nesta área geográfica. Já que este é um tema relativamente novo, com efeitos de longo prazo, é necessário que as autoridades nacionais de saúde pública restabeleçam estratégias de continuidade epidemiológica. 
           Ao mesmo tempo, deve-se difundir ao máximo a informação sobre como prevenir de forma individual os efeitos nocivos da exposição excessiva à radiação ultravioleta. Em geral, se recomenda evitar o sol depois das nove horas da manhã até as três da tarde (período em que a radiação é maior). Contudo, poucos
   sabem que grande parte das lesões cancerígenas na idade adulta estão relacionadas com queimaduras solares na infância. 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

   
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