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Jan. 18, 2000 -- Um homen cego com uma minúscula câmera ligada a seu cérebro por fios é a primeira demostração de que um olho artificial pode prover visão útil, de acordo com o pesquisador que desenvolveu o método. William Dobelle é o presidente do Instituto Dobelle, companhia de produtos médicos em Nova Iorque. Ele descreveu o método e sua performance na edição deste mês do ASAIO Journal, publicação da Sociedade Americana de Órgãos Internos Artificiais. Para o homem cego, o mundo parece dúzias de espectros de luz espalhados, piscando como estrelas quando as nuvens por elas passam. Mas é o sufuciente para que ele encontre um manequim em uma sala, andar até um capuz preto pendurado em uma parede branca, retornar e colocar o capuz na cabeça do manequim."Ele o faz extraordinariamente bem" com o sinal visual limitado, diz Dobelle. Seu paciente, que pediu para ser identificado apenas como Jerry, é cego desde os 36 anos de idade. Hoje com 62 anos, se voluntariou para o estudo e recebeu o implante cerebral em 1978; os cientistas têm trabalhado desde então para desenvolver o software. Para usá-lo, Jerry usa óculos de sol com a pequena câmera em uma das lentes e um identificador de alcance ultrasônico na outra. Ambos se comunicam com um pequeno computador, carregado no quadril, que destaca as diferenças entre escuro e claro na imagem da câmera. Um computador adjacente então envia sinais apropriados para uma série de pequenos eletrodos na superfície do cérebro por fios que penetram seu crânio atrás de sua orelha direita, provendo um tipo de túnel de visão. Seu alcance chega ao de um cartão de cerca de 5x20 cm à distância de um braço. Dobelle diz que o método será comercializado mundialmente este ano. Ainda não está certo quando estará disponível nos Estados Unidos, diz. Richard Normann, que estuda visão artificial na Universidade de Utah, diz que o novo anúncio sugere que, um dia, mesmo sinais limitados ao cérebro permitirá aos cegos realizar tarefas visuais relativamente complicadas. É a primeira demostração de visão artificial útil, ele diz, mas aponta que o método ainda é "uma ajuda navegacional muito limitada e está longe da experiência visual que pessoas de visão normal". |
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